Venezuelanos que vivem fora do país realizaram manifestações de apoio e de repúdio ao ataque dos Estados Unidos que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro, na madrugada de sábado (3). Os atos ocorreram neste fim de semana em cidades da América Latina, da Europa e dos Estados Unidos.
Segundo o governo norte-americano, Maduro e a primeira-dama, Cilia Flores, foram levados aos EUA para responder a acusações de envolvimento com o tráfico internacional de drogas. Washington também anunciou que pretende administrar a Venezuela até a realização de uma “transição segura” e afirmou que empresas americanas passarão a controlar o setor de petróleo do país.
De acordo com a agência Reuters, houve comemorações e protestos em cidades como Bogotá, Lima, Quito e Madri. Na Cidade do México, grupos favoráveis e contrários à ação militar se concentraram em frente às embaixadas da Venezuela e dos Estados Unidos. A polícia interveio para evitar confrontos.
Em Buenos Aires, manifestantes contrários ao ataque protestaram em frente à embaixada dos EUA, enquanto outro grupo celebrou a captura de Maduro no Obelisco. Também foram registrados atos nos Estados Unidos, em cidades como São Francisco e Nova York, tanto de protesto quanto de comemoração.
Dados da plataforma R4V indicam que cerca de 20% da população venezuelana deixou o país desde 2014. Os principais destinos são a Colômbia, com 2,8 milhões de migrantes, e o Peru, com 1,7 milhão.
Na Espanha, que abriga cerca de 400 mil venezuelanos, o migrante Andrés Losada afirmou à Reuters que vive um misto de preocupação e esperança com os acontecimentos. Já em Quito, a venezuelana Maria Fernanda Monsilva disse esperar que o opositor Edmundo González assuma o poder e permita o retorno dos que vivem no exterior.
Apesar do anúncio dos EUA, o Supremo Tribunal de Justiça da Venezuela decidiu que a vice-presidente Delcy Rodríguez deve assumir a presidência interina. Em Caracas, manifestantes protestaram contra a intervenção americana. O venezuelano José Hernandez classificou a operação como criminosa e criticou o que chamou de exploração dos recursos do país.
Confira imagens de Buenos Aires:
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