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Indiciamento é “primeiro passo”, diz marido de mulher que morreu após perder bebê no ISEA, em Campina Grande

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O marido da assistente social Maria Danielle Cristina Morais afirmou que o indiciamento de seis profissionais de saúde no caso é um “primeiro passo” para que haja justiça. A declaração foi feita após a Polícia Civil concluir o inquérito sobre o caso, nesta terça-feira (10).

Maria Danielle morreu em março de 2025, dias após perder o bebê e o útero durante atendimento no Instituto de Saúde Elpídio de Almeida (ISEA), em Campina Grande. Segundo a investigação, falhas no atendimento de uma gestação de alto risco podem ter contribuído para o desfecho.

Foram indiciados quatro médicos obstetras e duas enfermeiras pelo crime de aborto provocado por terceiro na forma majorada. Os nomes não foram divulgados.

“Depois de quase 500 dias, é um alívio, mas sabemos que é só o começo. A luta ainda é grande, mas vamos seguir até o fim”, disse o viúvo, Jorge Elô, que também afirmou confiar no trabalho da Polícia Civil.

A defesa da família informou que espera que o Ministério Público da Paraíba acompanhe o indiciamento e ofereça denúncia à Justiça. O caso agora será analisado pelo MP e pelo Judiciário.

De acordo com o inquérito, houve demora na adoção de medidas médicas, condução inadequada do parto e uso incorreto de procedimentos. Também foram identificados indícios de violência verbal e psicológica contra a paciente.

Laudos apontam que o bebê morreu ainda no útero, em decorrência de uma rotura uterina, e que uma intervenção cirúrgica no tempo adequado poderia ter evitado a morte.

Maria Danielle morreu 25 dias depois. A causa foi associada a uma condição genética preexistente, agravada pelas complicações do atendimento. A polícia não identificou crime na atuação da equipe responsável pela cirurgia de emergência.

A Secretaria Municipal de Saúde informou que abriu sindicância à época, afastou os profissionais envolvidos e adotou medidas administrativas. Dois deles já não fazem parte do quadro da unidade.

A defesa de uma das médicas afirmou que discorda do indiciamento e que irá comprovar a inocência da profissional na Justiça.

O caso foi denunciado pelo marido nas redes sociais, em março de 2025. Segundo ele, a paciente passou por indução do parto, teve complicações e precisou ser levada às pressas para cirurgia. O bebê já estava sem vida.

Por Rodrigo Silva (@rodrigosilvaon)
(📸: reprodução/ Internet)

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